«há música, poesia, força e sentimento na tua prosa»



Há dez anos, talvez onze, que não nos víamos. Ambas mantemos os mesmo corpos esguios, as mesmas feições, apenas nos morreu o sonho: ela voltou a casa dos pais, no interior, eu colo palavras e agrafo papéis. Ainda me zunem as suas palavras, soltas, mas não amargas, tu estás bem, estás aqui. É então essa a percepção, o boato que corre? Eu, a filha pródiga que venceu? Logo eu, que deixei tombar tudo. Quão irónica pode ser a derrota.