«há música, poesia, força e sentimento na tua prosa»



Vazio

Edward Hopper, 1927


Li algures que Hopper era o pintor do vazio. Impossível. Hopper é o pintor da ausência, da melancolia, da solidão, mas não do vazio. O vazio é um estado de plenitude, a busca do nirvana desejado, como diz o poeta. Não há vazios nas telas de Hopper, os espaços, os gestos, os olhares perdidos, tudo é dor e incomunicabilidade.