«há música, poesia, força e sentimento na tua prosa»



Ela

Carrega um casaco preto, uniforme, de uma feiura onde se disfarça. Já não lhe importa o que pensam os outros, mascarados no seu corte perfeito. Sabe que não lhes agrada, não se deitariam com ela, mas também isso já não lhe magoa o ego de fêmea. Acabará por desaparecer no meio de uma multidão opaca, sem um rasto, um filho, um nome que lhe afague a memória. Em vez da árvore que queria ser, há-de findar-se, trémula, como sombra.