«há música, poesia, força e sentimento na tua prosa»



É bajolas, o rapaz, marialva de zona interdita. Que não, que não, que é tudo com cortesia, que nem lhes olha as pernas, só lhes gaba os livros que catrafilam debaixo dos braços, tantas vezes e tão só, para lhe agradar. Falinhas sempre mansas, que do amor sussurrado percebe o artista, sensibilidade lamartiniana, de fazer fungar nos papeis até a mais fria senhora, enjeitada de pavão. Dá-lhes corda, deixa-as enrolar, carinho, cafuné, pois é, Cara isto, Cara aquilo, sempre com descrição, encoste-se aqui ao menino e vai ver o que lhe cresce na mão, pensará, que de brejeiro, nem o jeito. Ousa nas assimetrias, abusa nas taquicardias, não passa sem as marias, que o ego também tem de crescer. Saca-lhes o sorriso, o suspiro debaixo da saia, acorda-lhes os sonhos, que se foram depois de casar, aumenta-lhes a autoestima, quem sabe um dia, maria, quem sabe, passeamos à beira-mar, dirá o vilão, suspirando, entre arremessos de beijos repenicados, entrecortados gemidos, mais fundo, que tensão. Cultura geral, conhecimento lido e adquirido, de fazer crescer doce em boca de mulher, culta e afinada, de sexo, tamanho aval. É bajolas, o rapaz. A todas responderá por igual, cada uma sentindo-se especial, ai... que belo poema, amor. Para ti, minha flor! Que desassossego, pobre do rapaz, quando todas o procuram, ele estará - aposto - a pendurar cueiros no estendal.