«há música, poesia, força e sentimento na tua prosa»



De repente, da brisa se fez bruma, dos olhos que não vi se fez espuma. Do vento quente, mil amantes, galopantes, e da areia gangrenada uma cama de dossel. Do teu corpo uma carcaça, cadáver gasto junto ao meu, abandonados ao nascer. De repente, o mundo parou. A órbita elíptica envenenada estancou. Ficou suspenso em absurdo silêncio. E eu, em febre aguda, pestilenta, gritando calada o mais alto que podia, deixei de te ver.  E de repente, nada. Um nada cheio de tudo, pastoso, alvacento, que não voltará a acontecer.